Abstract
Smallpox ravaged the world since ancient times. Periodic epidemics left thousands dead, people with deep scars on their bodies, and even blindness. It wasn't until the end of the 18th century that Edward Jenner discovered how to immunize humans. Various trials were conducted in England, France, and Spain. But it was the expansion of smallpox inoculation that mitigated the scourge. This effort was coordinated at an intercontinental level when Francisco Xavier de Balmis proposed to the Spanish Crown, in 1803, that they undertake an expedition to all the American viceroyalties, including the Philippines, to vaccinate all their inhabitants. The research I present brings together data scattered across various Spanish and American archives and bibliographies. It is important to highlight the significance of maintaining health care for more than five years, covering vast distances, at the time. It was a planned undertaking, based on the exchange of observations and lessons learned. The main objective is to demonstrate that both preventive medical knowledge and the normative and practical organization were shared across such vast and remote territories. This is confirmed by the documentation kept in various archives, which contain identical lists of expedition members, regulations, and instructions on vaccination procedures, regulations that authorities were required to follow according to their hierarchy, as well as the location and method of administering the vaccine. Handwritten documents, copied for one destination or another, or printed, sought to expand knowledge and achieve the proposed health objective.La viruela azotó al mundo desde la antigüedad. Epidemias periódicas dejaban miles de muertos, personas con hondas huellas en sus cuerpos e incluso ceguera. Recién a fines del siglo XVIII Edward Jenner descubrió cómo inmunizar a los humanos. Hubo diferentes ensayos en Inglaterra, Francia y España. Pero fue la expansión de su inoculación la que mitigó el flagelo. La misma fue coordinada a nivel intercontinental cuando Francisco Xavier de Balmis propuso a la Corona española, en 1803, realizar una Expedición a todos los Virreinatos americanos, incluido Filipinas, para vacunar a todos sus habitantes. La investigación que presento reúne datos dispersos en diferentes archivos y bibliografía española y americana. Es importante destacar lo que significó para la época, mantener una acción sanitaria durante más de un lustro, cubriendo enormes distancias. Fue una tarea planificada, basada en el intercambio de observaciones y aprendizajes. El objetivo principal es demostrar que, tanto los conocimientos médicos preventivos, como la organización normativa y práctica, fue compartida en tan extensos y alejados territorios. Ello se constata mediante la documentación que guardan diferentes archivos, donde se conservan idénticas listas de los integrantes de la expedición, reglamentos e instrucciones sobre el modo de vacunar, disposiciones que debían cumplir las autoridades, según su jerarquía, sumado al lugar y modo de aplicar la vacuna. Documentos manuscritos, copiados para uno y otro destino, o impresos, que buscaron expandir el conocimiento y alcanzar el objetivo sanitario propuesto.A varíola assolou o mundo desde a Antiguidade. Epidemias periódicas deixavam milhares de mortos, pessoas com marcas profundas em seus corpos e até mesmo cegueira. Somente no final do século XVIII Edward Jenner descobriu como imunizar os seres humanos. Houve diferentes ensaios na Inglaterra, França e Espanha, mas foi a difusão de sua inoculação que mitigou o flagelo. Essa difusão foi coordenada em âmbito intercontinental quando Francisco Xavier de Balmis propôs à Coroa espanhola, em 1803, realizar uma Expedição a todos os Vice-Reinos americanos, incluindo as Filipinas, para vacinar todos os seus habitantes. A pesquisa que apresento reúne dados dispersos em diversos arquivos e em bibliografia espanhola e americana. É importante destacar o que significou, para a época, manter uma ação sanitária durante mais de um lustro, percorrendo enormes distâncias. Tratou-se de uma tarefa planejada, baseada no intercâmbio de observações e aprendizagens. O objetivo principal é demonstrar que tanto os conhecimentos médicos preventivos quanto a organização normativa e prática foram compartilhados em territórios tão extensos e distantes. Isso se constata por meio da documentação preservada em diferentes arquivos, onde se conservam listas idênticas dos integrantes da expedição, regulamentos e instruções sobre o modo de vacinar, bem como disposições que as autoridades, segundo sua hierarquia, deviam cumprir, além do local e da forma de aplicar a vacina. Documentos manuscritos, copiados para um e outro destino, ou impressos, procuraram difundir o conhecimento e alcançar o objetivo sanitário proposto